2,8 mm/s de vibração é muito? Como avaliar a severidade de uma máquina

 

Você mediu a vibração de um motor e encontrou 2,8 mm/s RMS.

Isso é normal?

É alto?

A máquina precisa ser parada?

A resposta não está apenas no número.

Para avaliar a severidade da vibração, é necessário considerar características da máquina, como potência, tipo de suporte e condições de medição. É justamente para facilitar essa primeira avaliação que criamos a Calculadora de Severidade de Vibração do ICONECTE Vibra.

O que significa o valor em mm/s?

Na análise de vibração, a velocidade RMS em mm/s é uma das grandezas utilizadas para avaliar a severidade da vibração em máquinas rotativas.

O problema é que olhar apenas para o valor medido pode levar a uma interpretação errada.

Uma vibração de 2,8 mm/s pode representar uma condição diferente dependendo da máquina analisada, da sua classificação e das condições de medição.

A série ISO 20816 estabelece diretrizes para medição e avaliação da vibração de máquinas. A ISO 20816-3:2022, por exemplo, trata de diversos tipos de máquinas industriais com potência acima de 15 kW e velocidades entre 120 e 30.000 rpm.

Além disso, a própria norma destaca que os valores devem ser aplicados considerando as características específicas da máquina. A severidade global não deve ser usada isoladamente para substituir uma análise técnica completa.

Então, como saber se a vibração está alta?

Uma forma prática de começar é classificar a máquina e comparar o valor medido com os limites de severidade aplicáveis.

Por exemplo, imagine um motor industrial no qual foi medida uma velocidade de vibração de:

2,8 mm/s RMS

Esse número sozinho não conta toda a história.

Precisamos saber, entre outras informações:

  • Qual é a potência da máquina?

  • Qual é o tipo de fundação ou suporte?

  • Onde a medição foi realizada?

  • Em qual direção?

  • Qual era a condição operacional da máquina?

  • O valor está aumentando ou permanece estável?

Esse último ponto é especialmente importante.

Uma máquina que sempre trabalhou em determinado nível de vibração pode exigir uma interpretação diferente de outra que passou recentemente de 1,0 para 2,8 mm/s.

Uma classificação não é um diagnóstico

Esse é um ponto importante.

A classificação de severidade responde principalmente:

“Quão elevada está a vibração?”

Ela não responde necessariamente:

“Por que a máquina está vibrando?”

Uma vibração elevada pode estar relacionada a diferentes condições, como desbalanceamento, desalinhamento, folga mecânica, problemas estruturais ou outras fontes.

Para investigar a causa, normalmente é necessário avançar para outras informações, como direção da vibração, histórico, rotação e análise do espectro.

Por isso, a severidade deve ser entendida como uma primeira etapa da análise, e não como um diagnóstico automático da falha.

Como calcular a severidade da vibração?

Para facilitar essa primeira avaliação, criamos uma calculadora que reúne os principais dados necessários para a classificação.

Você informa:

  1. tipo de máquina;

  2. potência;

  3. tipo de fundação;

  4. velocidade RMS em mm/s;

  5. condição ou local da medição.

A ferramenta então apresenta a zona de severidade correspondente.

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A ferramenta funciona diretamente no navegador e não exige cadastro.

Exemplo prático

Imagine uma máquina com:

Potência: 30 kW
Fundação: rígida
Vibração medida: 2,8 mm/s RMS

Ao inserir essas informações na calculadora, você obtém uma classificação de severidade para aquela condição.

Isso é muito mais útil do que simplesmente olhar para uma tabela e tentar descobrir manualmente em qual faixa o valor se encontra.

Mas existe uma ressalva importante:

a classificação não significa que a máquina necessariamente precise ser parada ou que uma falha específica tenha sido identificada.

Ela deve ser interpretada junto com o histórico da máquina, condições de operação e demais evidências disponíveis.

E depois da classificação?

É aqui que a análise de vibração começa a ficar realmente interessante.

Se a máquina apresentou uma vibração elevada, a próxima pergunta passa a ser:

“O que está causando essa vibração?”

Nesse momento, uma medição global de RMS pode não ser suficiente.

A análise pode avançar para o espectro de frequência, permitindo investigar componentes relacionados à rotação da máquina e possíveis assinaturas de falhas.

Por exemplo, determinados padrões podem estar associados a:

  • desbalanceamento;

  • desalinhamento;

  • folgas;

  • passagem de pás;

  • componentes de rolamentos;

  • outras fontes periódicas de vibração.

É por isso que o valor em mm/s é apenas uma parte da história.

Severidade é o começo da análise, não o fim

Uma boa rotina de manutenção não deveria começar com:

“A máquina está vibrando.”

Ela deveria começar com dados.

Primeiro:

Quanto está vibrando?

Depois:

Esse valor é aceitável para essa máquina?

E então:

O que mudou e qual pode ser a causa?

A calculadora de severidade ajuda justamente na primeira dessas etapas.

Quer analisar uma máquina agora?

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Se você quiser avançar da classificação para a análise da causa, o ICONECTE Vibra também permite realizar medições utilizando o acelerômetro do smartphone e gerar informações para análise do espectro.

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