O erro silencioso entre produção planejada e produção real
Em muitas fábricas o PCP trabalha com tempos de produção definidos em planilhas ou parâmetros históricos. O problema é que esses tempos raramente refletem o comportamento real da máquina no chão de fábrica. Microparadas, pequenas reduções de velocidade, ajustes de operador e perdas de processo vão se acumulando ao longo do turno. Como esses eventos normalmente não são registrados de forma automática, o planejamento continua usando um tempo ideal que não existe mais. O resultado aparece depois em forma de atraso de pedidos, pressão sobre operadores, horas extras e sensação constante de que a produção “nunca bate”. Quando os dados são coletados diretamente da máquina, cada ciclo, parada e variação de ritmo passa a compor o tempo real de produção, permitindo que o PCP trabalhe com parâmetros atualizados e próximos da realidade operacional. Exemplo prático: Uma máquina pode estar programada para produzir 120 peças por hora, mas quando os dados reais são analisados percebe-se que...